Vamos continuar com o nosso blog!

Pois é:

"A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?"

Perguntamos com o mestre Drummond: E agora, o que fazer com este blog depois do casamento passado, abençoado, lavrado em cartório e totalmente consumado?

Resolvemos continuar aproveitando o espaço para partilhar com os amigos, que testemunharam e celebraram a nossa tão inesperada união, as andanças desta vida de casados...
Serão alegrias, inquietações, felicidades, angústias, momentos de paz, lamúrias... enfim: pequenas expressões do cotidiano de um casal apaixonado...

Como é que se diz Eu Te Amo?

"Deixa alguma coisa bonita no meu facebook... escreve que me ama, ou alguma coisa assim", disse ele um dia desses.
Respondi apenas com um sorriso e o pedido logo se perdeu em meio às urgências do cotidiano...
Mas eu não esqueci, meu amor...

Aquele pedido não me saía da cabeça!...
"Será que ele não sabe ou será que ele não consegue ver? Ou pior: será que não sei mais demonstrar?" Ficava remoendo essas dúvidas e... nada.

Então, numa madrugada, enquanto a casa toda sonhava, abri os olhos, vi você dormindo ao meu lado e te abracei...
Sabe, meu amor, os dias passam, as tarefas domésticas nos engolem, o trabalho nos sufoca, as crianças precisam de muitos cuidados e atenção, e às vezes não sobra tempo para esse abraço... longo e apertado... do tipo que tira o ar e renova a alma.

Agora, quase todas as noites eu roubo esse abraço.

Finalmente descobri a resposta: Eu te amo também se diz em silêncio.




Doctor honoris causa





Coincidências da vida: meu casamento e meu doutorado começaram juntos - tudo aconteceu em fevereiro de 2009.
Hoje, 4 anos e meio depois, os dois tornaram-se incompatíveis: ou o casamento junta todas as suas forças para acabar a Tese ou a maldita Tese vai tentar acabar com o casamento.

Só as mães são felizes

A Dona E. não sabe navegar na internet.
Pelo menos uma vez por mês ela fala sobre seus planos para aprender a usar o computador, mas quem a conhece sabe que nunca sequer vai ligar um.
(Quem sabe um dia algum parente ou amigo, navegando por essas bandas, leia esta mensagem...)

A Dona E. não sabe o quanto a admiro.
Todas as vezes que nos vemos ela mostra a raridade do seu amor e dedicação de mãe... não nos permitimos, porém, deixar explodir demonstrações de afeto já tão adormecidas.
(Quem sabe um dia eu consiga finalmente expressar toda a minha gratidão.)

A Dona E. não sabe que o meu maior sonho é ser a mãe que ela é.
Quantas vezes ouvi o alerta de que só seria possível entender a vida depois da maternidade...  Eu que nunca acreditei, eu que queria provar o quanto ela estava errada, hoje estou frente a frente com o meu passado, presente e futuro... encarando o vazio do desconhecido.
(Quem sabe um dia eu seja capaz de admitir que finalmente a compreendo.)

A Dona E. não sabe o quanto eu gosto de conversar com ela.
Todos os dias falamos uma com a outra sem dizer quase nada... na superfície das vozes fica retido o cotidiano: sob ele a profundidade do não-dito sufocado por anos de silêncio.
(Quem sabe um dia essa longa espera pelas palavras sinceras chegue ao fim.)

A Dona E. não sabe que me preocupo com a sua aprovação.
O seu olhar não consegue esconder a mágoa da desilusão... e a distância provocada pelas minhas escolhas parece estar se tornando intransponível.
(Quem sabe um dia ela perceba que a felicidade também mora na alteridade.)
      

A Dona E. não sabe o quanto a amo.

(e provavelmente nunca vai saber...)

Numerologia (14/02/2012)


Recontando a nossa história:

4 anos de espera
1 mês e 1/2 de explosão (20/12/2008)
3 anos de casamento (14/02/2009)
2 anos de união abençoada(19/12/2009)
3 endereços para correspondência(20551-110 / 24435-610 / 24130-082)
2 gestações + 2 partos = 2 príncipes lindos (27/11/2010 e 06/12/2011)
Poucas brigas, algumas lágrimas e incontáveis sorrisos
1 família

Já perdemos a conta do número de pessoas que dizem que somos loucos....
Somos 2 loucos de amor 1 pelo outro!!!

Para você, o mundo!




Lembra quando a tua mãe te dizia: "Ah, minha filha, você só vai entender melhor as coisas da vida no dia em que for mãe"?
Era verdade: a sensação da maternidade talvez seja comparável a andar na maior montanha russa do planeta: alucinante, emocionante, extasiante e capaz de virar o seu mundo inteirinho de cabeça para baixo.

Eu, por exemplo, sempre me considerei uma pessoa extremamente moderna em relação às questões sexistas. Era do tipo chato, que discute (muito mais num monólogo do que como diálogo), em tom de voz exagerado, os direitos das mulheres contemporâneas. Defendia com unhas e dentes a dedicação à carreira antes da formação da família, a creche para as crianças para que a mãe pudesse trabalhar como antes, e até a inseminação artificial como um excelente modo de satisfazer o desejo de maternidade sem a necessidade de carregar o peso extra de um marido (eu sei que é estranho ler isso justamente neste blog... odeio admitir, mas é tudo verdade....)

Na iminência de voltar ao trabalho, lamento todos os dias por não ser uma daquelas mulheres "antiquadas" (e privilegiadas!) que  não precisam que seus bebês compreendam tão cedo que a distância dos que mais amamos é um dos elementos mais constantes na vida. Depois de completar o seu terceiro mês de vida, o meu pequeno príncipe precisa agora aprender (além de segurar a cabeça, controlar os membros e segurar objetos) a sentir saudade...

É claro que ainda adoro a profissão que escolhi (se não gostasse seria muito pior...) e ainda tenho planos de realização pessoal na minha carreira. Porém, tudo fica nebuloso ao pensar nos dias longe dele, nas horas ausente, em que ele pode estar aprendendo uma daquelas coisas básicas, pequenas e tão significativas (como sentar ou segurar a própria comida) e não serei eu quem vai presenciar a magia desses momentos...

Olhando para trás agora, a sensação é de que esses meses passaram voando! E continuo a me emocionar ao lembrar do dia em que ele lutou para vir ao mundo, me viu pela primeira vez e se acalmou com o meu aconchego, minha voz trêmula e meu olhar apaixonado...
Foram meses de transformações profundas em nossas vidas... tempo de recolhimento, dedicação, descobertas, conquistas, medos, alegrias,  sorrisos e lágrimas... tempo de total exclusividade para nos conhecermos melhor e aprendermos, principalmente, a confiar uns nos outros.

Muito em breve, o casulo irá se abrir...
Vamos, então, sair para um mundo completamente novo... confiantes de que nosso tempo de reclusão tenha sido suficiente para nos preparar pra o que está por vir...

Aconchego


(Mariana Nascimento)


Deixa eu te olhar, meu pequeno...
quero observar cada detalhe, cada pedacinho seu - que é também um pouco meu, um pouco dele, um tanto nosso...
deixa eu te contemplar na sua serenidade, tranquilidade e paz...

Daqui, de onde fico a te admirar, tenho a visão mais privilegiada da sua pequenez e magnitude.
Como essa explosão de vida cabe em tão singela beleza e alegria?
Como conter esse sublime amor que irradia de ti?

Guardas o sentido da vida e as respostas que um dia buscamos encontrar;
Em ti habita o divino, em toda sua pureza e perfeição imprecisa;
É a profundidade do teu olhar que nos leva a mergulhar na imensidão do céu... até encontrarmos finalmente a luz  que irá guiar nossos corações para a plenitude de um futuro muito mais feliz.

Na praia


Na noite anterior ao nosso casamento, em meio a toda confusão e preocupação com os últimos detalhes para o grande dia (acreditem: foram muitos afazeres até o último minuto antes da cerimônia), eu e Thiago conseguimos fugir do mundo e passar um breve momento a sós, exilados no paraíso das areias da Praia Grande sob o maravilhoso céu daquele 18 de dezembro de 2009.
Foram dois meses de muita correria e tribulações, num lidar diário com ocupações e problemas que tomavam todas as nossas conversas e nossa vida como casal. Até que um pouco antes do casamento, nessa belíssima noite agraciada pela perfeição da pintura celeste, conseguimos finalmente estar juntos... Sentados ali, naquele breve momento sozinhos, esquecidos do mundo, distantes de tudo, foi possível nos reencontrarmos... trocar votos profundos e verdadeiros... alcançar a força e a certeza do amor que sempre comandou a nossa união...
Foi lá que começamos a nos casar...

Ontem, depois de oito meses sendo massacrados pelas imposições práticas do cotidiano torturante e medíocre, em meio a toda turbulência dos momentos pré-parto, conseguimos mais uma vez nos encontrar na praia...
Numa quinta-feira de manhã, deixamos tudo de lado e fomos levar nosso bebê  para ouvir e sentir o mar pela primeira vez - ainda de dentro da barriga da mamãe..
Na brisa de uma bela manhã ensolarada, conseguimos, finalmente, relaxar, conversar, espantar medos e ansiedades, acolher expectativas... alcançar com plenitude a paz, a alegria e a serenidade.
Foi lá que nosso bebê começou a nascer ...

Ainda não sei  exatamente quando ele vai sair para o mundo... mas sinto que agora está muito perto...
Ele esperou o nosso momento, esperou estarmos genuinamente calmos, seguros, serenos, fortes e unidos. E agora é a nossa vez de aguardar a sua hora.

Quando estiver pronto, meu filho, pode vir  - que estamos te esperando.
 

Filhas de chocadeira



(Por Mariana Nascimento)

O período da gravidez tem sido bastante importante para que eu revesse alguns mitos que envolvem a "magia" dessa época.

Nunca, em toda a minha vida, eu poderia sequer imaginar que todos os discursos envolvendo preferência para as grávidas fossem falaciosos!

Pois é, pasmem!

E, meninas, preparem-se para a batalha! A verdade é que, na prática, não há quase nenhuma preferência para grávidas em filas, ônibus, banheiro - NADA! E o que mais me impressiona é que as pessoas menos gentis com as grávidas são justamente as MULHERES!!!

Um pouco antes de engravidar presenciei um episódio numa fila de banheiro que achei extremamente absurdo (mal sabia eu que aquilo é totalemente comum no dia-a-dia das gestantes...). Uma moça grávida tentava pedir para passar a frente das outras mulheres na fila quando uma senhora (que disse ter 3 filhos!!) não só duvidou que ela estivesse grávida (o argumento era: o que uma grávida estaria fazendo na rua em pleno carnaval - deveríamos ficar de quarentena pra não contaminar ninguém...), como insistiu que, mesmo se fosse o caso, não havia nenhum motivo para a grávida passar a frente de ninguém.

Quem já esteve grávida sabe o quanto a questão urinária é problemática (eu, por exemplo, me mijo com uma certa frequencia desde os 3 meses de gestação...), e quem pretende um dia estar não precisa se esforçar muito para se imaginar no lugar da outra. Mas, infelizmente, o que rege a mentalidade feminina é um completo descaso pelo estado delicado das outras mulheres, como se dissesem: "Já que não é comigo, eu não estou nem aí pra você, sua gorda!! Quem mandou ter filho? Agora aguenta (ou fique em casa!)"

O mais impressionante é que os homens, que nunca vão ficar grávidos, não agem da mesma forma. Geralmente são educados, compreensivos e estão sempre dispostos a ajudar.

Agora as mulheres.... Nunca me deram preferência em fila de banheiro (na verdade, por mais de uma vez algumas passaram a minha frente sem a menor piedade...), nem em fila de mercado, loja ou qualquer outro estabelecimento comercial, não me dão preferência nem na hora de subir no ônibus! (todas passam correndo a minha frente - acho que para pegar logo um lugar para sentar antes da grávida querer roubar o lugar de todo mundo!). Uma vez, inclusive, uma garota pediu que eu me levantasse para ela sentar, pois ela estava passando mal (isso porque do meu lado tinha uma não-grávida, do outro dois homens e atrás de mim um outro homem e uma adolescente). Não é preciso ser nenhum Einstein para imaginar que não podemos espremer nossa "pequena" barriga no ônibus lotado, nem podemos ficar fazendo toda a força necessára para se segurar e se manter em pé enquanto os motoristas brincam de Ayrton Senna! Mas é só a grávida subir no ônibus que as mulheres já emburram a cara para afastar de vez qualquer possibilidade de gentileza (eu, por exemplo, nem entro em ônibus sem lugares vagos... não quero a raiva ou o mal olhado de ninguém em cima do meu filho!)


Graças a Deus, essa loucura só ocorre entre desconhecidos! - pelo menos no ambiente familiar acontece exatamente o oposto (um maravilhoso excesso de carinho, boa vontade, caridade e amor) e aí o universo alcança o seu equilíbrio...

As Mães são assexuadas?

(Por Mariana Nascimento)

Depois de alguns meses de muita reflexão sobre o assunto (a considerável diminuição da prática nos dá tempo de sobra para pensar em questões teóricas...), resolvi compartilhar com os amigos as conclusões a que cheguei sobre um tema bastante delicado na gravidez: sexo.

No geral, há uma grande farsa envolvendo a questão da sexualidade no período da gestação, pois ninguém quer realmente admitir que as coisas mudam...
Desde o começo eu achava estranho o fato de sempre haver, nos sites com informações para grávidas, tópicos incentivando a continuidade do sexo entre o casal. Ora, se isso não fosse um problema, por que os especialistas dariam tanto destaque ao tema?
Além disso, há também um outro ponto a ser considerado: já viram o quanto estes discursos tendem sempre para tentar aumentar a autoestima da mamãe que está ficando gordinha e fazer com que o pai continue achando ela atraente? Mais uma vez, se o problema não existisse, ninguém insistiria tanto em tentar convencer os casais a continuar trepando... (quem realmente precisa ser lembrado disso??!)

O que me incomoda é a maneira hipócrita com que geralmente abordam o assunto: ao invés de ficar tentando impor ao homem que ele tem que achar a mulher atraente - independente daquele barrigão com um ser dentro - e de ficar tentando convencer a mulher de que ela continua sexy como sempre - como você pode estar sexy se não consegue nem mais ver o que está logo abaixo da barriga sem a ajuda de um espelho?! - seria muito melhor dizer simplesmente a verdade.

Então lá vai: 1- de modo geral, os homens tem muita dificuldade de sentir tesão por uma mulher com uma barriga que cresce a cada dia e, ainda por cima, está com uma criança se mexendo dentro.
2- é preciso admitir que a gravidez pode até deixar as mulheres mais bonitas, porém é um outro tipo de beleza - tipo transcendental - que não tem nenhuma ligação com uma beleza que desperte desejos sexuais (não vamos criticá-los... imaginem-se no lugar deles?)

Não vamos nos iludir, meninas! A beleza da gravidez é algo extracorpóreo, é mais como uma áurea que envolve a futura mamãe do que derivada de padrões estéticos correntes. Na verdade, esta é a única época da sua vida em que todos te acharão linda à medida em que você fica mais gorda. Não parece estranho? Mais uma vez, é a única definição de beleza que ultrapassa os valores de desejo, concorrência e apelo sexual para enquadrar-se no maravilhoso universo da beleza interior e assexuada da qual só fazem parte o seleto grupo dos anjos e das grávidas.

Resumindo, tudo isso pode se restringir a uma fórmula muito simples:

O GRAU DE SEXUALIDADE DA MULHER É INVERSAMENTE PROPORCIONAL AO ÍNDICE DE MATERNIDADE APARENTE.

O que quer dizer que: por um lado, à medida que a barriga vai crescendo, você vai emanando menos tesão; por outro, conforme o bebê vai pouco a pouco se desprendendo da mamãe, esta passa cada vez mais a poder ser vista e admirada como um ser independente do filho e a esperança volta a reinar sobre a sua sexualidade...

Então, ao invés do que ficar se iludindo, o melhor é aproveitar os elogios ao barrigão imenso, curtir esse breve período de estética transcendental e admirar a vida que está crescendo dentro de você emanando beleza, paz e alegria inigualáveis.

O sexo? Depois a gente recupera o tempo perdido....

Larica Total

(Por Mariana Nascimento)

Um amigo, se esforçando para compreender a mudança repentina nos meus hábitos alimentares, conseguiu a melhor definição para a fome de uma grávida:
-Ae, Mariana, como é essa fome que você sente?
- Ah, é uma fome enorme, às vezes incontrolável, do tipo que não te deixa fazer mais nada enquanto não comer..
-Então é tipo muita fome ou é tipo larica?
E eu, depois de um breve momento de reflexão:
- É tipo larica.

Quando eu crescer quero ser...

(Por Mariana Nascimento)

Hoje a memória de um episódio distante e há muito tempo esquecido me veio à lembrança...

Quando tinha uns 6 anos de idade, levei para casa um questionário da escola (com várias perguntas pessoais - tipo: Você tem irmãos? ou Você gosta de brincar de quê?) para ser respondido e entregue de volta para a Tia.

Enquanto minha mãe preparava o jantar (não podia deixar aquilo para o dia seguinte!- estava muito ansiosa para responder aquelas perguntas seriíssimas), lembro de me sentar à mesa da cozinha, pegar aquela folha verde cheia de questões, depois o meu estojo rosa com desenhos mimosos, procurar nele uma humilde lapiseira -entre todas as canetas e hidrocores que não me permitiam usar para fins acadêmicos- , e começar a responder ao importantíssimo questionário.

Considerando a ausência de intervenções na supervisão da minha mãe, tudo parecia estar correndo bem (ao menos não tinha inventado nenhum mundo alternativo onde eu tivesse 5 irmãos e a profissão dos meus pais fosse: alienígena).
Até que nos deparamos com a seguinte pergunta: O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER?
Com muita seriedade e concentração, escrevi no papel: Mãe igual a minha mãe.

Já ia passar para a próxima questão quando fui interrompida: "O que você quer ser quando crescer, Mariana?", perguntou ela com aquele ar de certa desatenção misturada com interesse.
"Quero ser mãe.", respondi sem alarde e com muita naturalidade.

Minha mãe deu uma gargalhada alegre-cômica-emocionada e eu não entendi nadinha de nada. "Ah, minha filha, você não pode responder isso. Mãe não é profissão." Contra-argumentei:"Mas você não é mãe?", e ela:"Mas isso não é profissão... Você tem que escolher uma coisa que seja um trabalho, que você ganhe dinheiro". "Mas e se eu não quiser? E se eu quiser ser mãe igual a você, não pode?"

É claro que a minha mãe já estava começando a ficar emocionada com aquela declaração involuntária de amor, carinho e admiração (quem a conhece consegue imaginar...), mas ela não podia deixar de defender os desígnios pragmáticos da escola/sociedade: "Pode, minha filha... mas você não pode querer ser SÓ mãe igual a sua mãe, tem que ser outra coisa também."
Não consegui entender muito bem o porquê dessa exigência logo comigo! Isso era uma certa injustiça... Minha mãe podia ser o que ela queria mas eu não!... Estava sendo obrigada a escolher outra carreira!...
Vendo minha indignação e incompreensão, ela tentou me ajudar:"Você não gosta de ler e de escrever?", "Gosto", respondi um pouco impaciente. "Então! Você pode querer fazer alguma coisa que tenha a ver com isso!", disse tentando me animar. "Então eu quero ser escritora."

Minha mãe sorriu novamente, dessa vez apenas um sorriso singelo, como quem está adorando perder a batalha..."Mas eu acho que escritora também não é profissão..."

Pronto! Era um complô contra mim: tudo que eu escolhia não podia ser. "Ah, mãe! Então o que que eu vou fazer? Vou ter que ser uma coisa que eu não quero e que eu não gosto?"
Não sei que tipo de pensamento passou pela cabeça da minha mãe naquele momento, mas (já anunciando toda a sua sabedoria e compreensão que me seriam fundamentais no futuro) ela disse:"Tudo bem, você pode ser o que você quiser."

Suspirei aliviada e sorri contente - foi boa a sensação de conforto e apoio... A resposta? "O QUE VOCÊ QUER SER QUANDO CRESCER? Mãe igual a minha mãe e escritora."

É com muito carinho que lembro desse episódio vinte e três anos depois. Ele estava esquecido...apagado...talvez escondido por algumas imposições e necessidades desse longo tempo de espera...
Quando hoje me deparo com as certezas daquela menininha, penso no quanto foi preciso me afastar das suas vontades e convicções para hoje ser capaz de encará-la de frente e dizer: "Finalmente chegamos."

Nacionalidade: brasileiro(a)...



(Por Mariana Nascimento)


"Ah!... A gravidez é algo mágico..." (suspiro e sorriso encantador) - a cena é familiar?
Mas o que fazer quando nos deparamos com problemas absurdos que você nunca imaginou ter - muito menos quando estivesse grávida?!

Vou contar a minha saga:

Tenho a assistência do plano de saúde da empresa em que meu pai trabalhava desde que nasci, e descobri (só depois que estava grávida) que o tal plano de saúde, contrariando o que diz o seu regulamento, não cobre NADA relacionado à obstetrícia.

É claro que, no começo da gravidez, ainda acreditei ser possível contar com a justiça ou com o direito do consumidor para resolver o meu problema...
Primeira desilusão: os advogados têm má vontade, a justiça é extremamente lenta e, quatro meses depois, continuo me perguntando por que se formam tantos advogados por ano se, no geral, nem um deles parece acreditar no que faz....

Paralelamente, estava em busca de uma solução através de outro plano de saúde...
Segunda constatação: os planos de saúde que dominam tudo relacionado a esse segmento no Brasil na verdade não poderiam se importar menos com a saúde e o bem-estar das pessoas. Os períodos de carência são uma vergonha e ainda acham que estão te fazendo um favor por deixar você pagar meses de altas taxas sem ususfruir do que realmente precisa....

Diante dessa situação, eu, que NUNCA fui atendida em hospital público (devo confessar que MORRO DE MEDO deles!), tive que aceitar o meu cruel destino e fui procurar o sistema público de saúde para realizar o pré-natal e me preparar para o parto.
Terceira injeção de realidade assombrosa: se é quase impossível conseguir alguma informação sobre o funcionamento e procedimentos básicos do serviço público, imaginem o resto...
Faz mais de um mês que estou na internet quase todos os dias tentando descobrir onde uma mãe que mora no meu bairro pode fazer o Pré-natal. Os sites do governo são completamente inúteis, os telefones só te botam em contato com vídeo-locadora, loja de cimento, açougue, casa de família... tudo menos hospital ("Hospital?? Xiii não é daqui não"); e quando, finalmente, o número informado correspode miraculosamente ao hospital, só há desinformação... ("Você poderia me informar o que é necessário levar para fazer o pré-natal aí?", "Onde você mora?", "XYZlandópolis", "Ihhh, XYZlandópolis não atende aqui não...", "Então onde atende?!", "Aí eu não sei...." - ou: "Gostaria de saber o que é preciso para fazer o pré-natal aí?", "É gravidez de alto risco?", "Não", "Aqui é só gravidez de alto risco...", "E quem tem gravidez de baixo risco vai pra onde?", "Não sei não...")

Como os meios de comunicação não estavam fazendo efeito (o pensamento que comanda o sistema público só pode ser o seguinte: quem não tem plano de saúde também não tem telefone, internet, celular, e, é claro, tem tempo de sobra para ficar se deslocando atraás de informação, já que não trabalha...), resolvemos ir até o Hospital pessoalmente.
Resultado: quatro balcões de informação, muitas escadas e diferentes corredores depois, a única coisa de realmente relevante que descobri é que ginecologia "não tem nada a ver com gravidez", são " duas coisas totalmente diferentes"!
(me desculpa, senhora atendente do Hospital Universitário Pedro Ernesto, pela minha ignorância... Depois de longos anos acompanhando a saúde do meu útero nos exames ginecológicos, depois de anos lendo no livrinho do plano de saúde "ginecologia/obstetrícia", agradeço imensamente por ter me livrado da minha ignorância com a sua sabedoria, bondade e boa-vontade infinitas...)

Obs: tive que consultar um médico particular para descobrir que no sistema público de saúde o pré-natal de baixo risco é realizado no posto de saúde mais perto de você.

Mas o melhor ainda está por vir:
Muito inspirada pela minha nova descoberta científica e animada para passar a frequentar o sistema público de saúde, decidi ir direto a uma boa maternidade particular, visitar as instalações e indagar sobre preços e procedimentos.
Logo na chegada, dois seguraças de terno avaliam e analisam quem entra e sai e um chofer à caráter aguarda os motoristas. A porta de vidro, com abertura por ativação automática com os pés, te leva para um lugar que nem de longe se parece com um hospital.
Somente após passar por três recepcionistas e por uma sala de espera decorada por especialistas em design de interiores e paisagismo (onde era possível assistir à Globo em televisores LCD slim de muitas polegadas), consegui achar no último corredor, no fundo do hospital, reto à direita depois à esquerda, a sala com a placa "faturamento".
É esta salINHA (onde nem te convidam para sentar) o único local onde é possível passar a você, cidadão infame, não pagador de um plano de saúde, que almeja (Oh! que absurdo!) pagar (apenas à vista e com dinheiro) um procedimento médico, o valor da internação para o parto.

-Por favor, eu gostaria de informações sobre o parto particular?
- XXXXXX reais 2 noites com acompanhante.
(fico, então, um pouco confusa: não parece informação de hotel?)
- Mas esse preço é só para o parto?
- Não... (responde a moça já impaciente) esse preço é para normal, YYYYY é para cesárea e a equipe médica você paga por fora.
(hã??!! o preço é diferenciado por tipo de procedimento mas ele não cobre o procedimento?)
- E vocês tem uma equipe médica aqui? Podem me informar o valor dela?
-Não... aqui não tem equipe médica, apenas um médico de plantão.
- e se ele precisar realizar o parto, sabe quanto ele cobra?
- Se precisar fazer isso (notem que um médico em um hospital só realizaria um procedimento médico em última instância!), ele convoca uma equipe médica
- E você não sabe quem são e nem quanto cobram, não é?
- Não sei.
(Imaginem a seguinte situação: você vai para o hospital passando mal, não consegue falar com o seu médico - o que, convenhamos, está longe de ser impossível de acontecer -, é atendida pelo plantonista de figuração e tem que ficar negociando o preço após cada ligação que ele faz - é melhor ir treinar no Saara!)
- E a UTI Neo-natal? Quanto é a diária?
- Não sei... Ela é administrada por uma empresa terceirizada e nós não temos essa informação
(Ãhhhhh?!!!)
- A UTI pelo menos é dentro do hospital?
- Claro, é no quarto andar!
- E lá não há ninguém que poderia me dar essa informação?
- Não.
- Pode me dar algum número de telefone onde seja possível conseguir saber isso?
- Sim, um minuto, por favor.
Muitos papéis e minutos depois, a futura-operadora-de-telemarketing me entrega o número e pergunta:
- O neném é pra quando?
- Novembro.
-Ah, nessa época não deve ser mais esse preço...
(por quê? É alta temporada?!?!)
- Obrigada. (maldita educação...)


É por isso, meus amigos e minhas amigas, que, faltando apenas três dias para a abertura da Copa do Mundo de Futebol, tenho uma terrível confissão a fazer:
pela primeira vez em toda a minha vida, eu (considerada por muitos - de modo exagerado, é claro - como uma fanática pelo meu clube e por esse esporte) NÃO VOU TORCER PELO BRASIL.
Quero o direito de, no auge do meu egoísmo, desejar que todos os brasileiros não se orgulhem do seu país, que sintam pelo menos um pouco da indignação e da revolta que eu estou sentindo.
Quem sabe se fôssemos capazes de deixar de lado esse orgulho maquiado e mascarado por tantas coisas vazias e sem sentido, talvez conseguíssemos ver a realidade escondida por trás da mera vaidade nacionalista. Quem sabe se cada um sentisse um pouco mais de indignação não seria possível mudar alguma coisa... qualquer coisa!


Ah! Não posso terminar antes de contar a nossa solução:
matricular o meu marido (o mais rápido possível!) num curso de técnico em enfermagem à distância; convencer o meu primo-estudante-de-medicina a fazer o meu parto em casa; rezar (se é que Deus existe) para que tudo dê certo, e guardar todo dinheiro do parto para subornar o escrivão para escrever "Islandês(a)" na certidão de nascimento do(a) meu(minha) filho(a)....

Ultra-som.



(Por Thiago Lago)

Para "introduzir com jeitinho" esse post nada melhor do que a frase que mais tenho repetido nesses últimos dias: "aí, muuuito doido o ultra-som".

Pois é, o negócio é uma loucura mesmo. Só ali você descobre que com apenas algumas semanas o que eram óvulo e espermatózoide se transformaram em um zigoto, que agora já é um embrião, já se alimenta, e o mais louco de tudo: tem batimento cardíaco.

Toda a experiência é muito enriquecedora, até para compreendermos um pouco mais sobre o universo feminino ou para ficarmos ainda mais confusos com esses seres "estranhos". É muito impactante a desinibição das mulheres diante do médico, aquela figura assustadora, que está sempre de jaleco branco, te olhando com um sorriso plácido de um psicopata ao mirar a sua próxima vítima, e que é, para muitos homens, o seu inimigo número 2, perdendo somente para o dentista.
Começou tudo normal, chegamos, eu sentei e abri uma revista, a Mari foi até o balcão se identificar e tudo mais, depois ficamos ali sentados ansiosos, com a fala acelerada, as pernas balançando, o coração palpitanto e dizendo coisas meio sem sentindo (parecia que tínhamos tomado uma balinha), até que fomos chamados. Entramos na sala e lá estava uma enfermeira nos esperando. Com um sorriso simpático ela olhou para as pernas da minha mulher e, vendo que ela estava de saia, falou "tira só a calcinha e pode deitar, que o Dr. já vem". Eu, que estava me sentando, fiquei de pé com o susto e pensei em falar uns desaforos para aquela enfermeira, afinal o que ela estava pensando da minha mulher e será que ela não tinha me visto ali, afinal o que que rolava realmente naquele consultório, eram muitas coisas passando pela minha cabeça, eu não conseguia decidir se sentava ou se ficava de pé, não vi direito quando ela saiu da sala, foi tudo muito rápido, até que olhei pro lado e vi, por baixo da cortina de uma espécie de cabine, que a Mari estava tirando, prontamente, a calcinha. Meu corpo caiu pesado na cadeira e eu pensei "que porra é essa?". Não, na moral: fiquei um tempão (anos) esperando para "dar uns pegas" na "gatinha", levei pra sair algumas vezes, depois tive que fazer o maior chaveco pra poder passar uma noite com ela, rolou um "love", fomos morar juntos, nos casamos, tudo num processo que pode ter parecido rápido para quem viu de fora, mas teve os seus sufocos e esse tal "Dr.", que eu nem sei o nome, ta pensando que é asim? Decidi esperar e ver no que aquilo ia dar.

Ela saiu da cabine, deitou-se na cama e se cobriu, da cintura para baixo, com um lençol verde claro, olhou pra mim e eu lhe dei um sorriso amarelo para não ficar evidente o quanto eu estava apreensivo e o tal "Dr." entrou. Era um sexagenário simpático metido a charmosão, me cumprimentou, eu respondi apenas um "boa tarde", assim, seco e ele fazendo umas brincadeirinhas pra puxar assunto, eu fingindo que não tava escutando, até que ele se sentou e, no meio das brincadeirinhas, pegou um obelisco cilíndrico de mais ou menos uns 30 cm espremeu um tubo de lubrificante em cima e, olhando pra uma espécie de computador, enfiou aquilo por baixo do lençol que estava cobrindo a minha mulher, eu fiquei em riste, ia gritar um "que isso", mas não deu tempo e vi que a Mari nem se emocionou, não fez cara de dor, nem de incômodo, novamente foi tudo muito rápido e eu só me dei conta do que estava acontecendo quando apareceu uma imagem turva na tela com um círculo preto e uma bolinha branca pulsando lá dentro e o "Dr." falou rápido "olha lá o embrião". Pasmei.

Nossa é muito emocionante, principalmente para um pai de primeira viagem, ver aquela coisinha de milímetros pulsando tão forte e ouvir todas as explicações do "Dr." sobre a formação do seu filho e cada parte do embrião, o auge da emoção foi quando ele mostrou o coração e aumentou o volume, toda a sala foi tomada por aquele tum tum tum tum tum, batendo a 115 bpm, como marcava o aparelho, aceleradíssimo. Nossa, nunca poderia imaginar que com tão pouco tempo já houvesse tanta vida ali, com orgãos milimétricos e até um coração batendo no compasso de um surdo de terceira da bateria do Salgueiro.

Acabou a Ultra, o "Dr." se levantou, nos cumprimentou e saiu, nós, ainda em êxtase, ficamos ali na beira da cama ainda por alguns instantes, abraçados, rindo e chorando ao mesmo tempo.

Dia 11/05, próxima Ultra, dessa vez sem grandes surpresas além do rápido crescimento do nosso bebê, vamos ver como anda essa mocinha ou esse rapaz.

A Descoberta

(Por Mariana Nascimento)

No dia 17 de março de 2010, descobrimos que estamos grávidos!!

Realmente não há como expressar o que é a sensação da descoberta da primeira gravidez.
Para terem uma idéia, quando chamei o Thiago para contar a novidade, achei que ia FALAR alguma coisa, balbuciar qualquer coisa! - nem que fossem apenas as três palavras mais simples juntas: v-o-c-ê s-e-r-á p-a-p-a-i... ou qualquer coisa do gênero... Mas eu (logo eu, que não costumo ter problemas com palavras) pensava ser capaz de dizer uma coisa bonita, num momento tão especial...
Enfim, só consegui ficar olhando para ele, com o sorriso mais escancarado que já tive, os olhos absolutamente arregalados, a respiração rareando e ao som de um riso meio nervoso e meio alegre (pensem na imagem de uma pessoa com a maior cara de bobona mesmo).
É claro que, ao me ver assim, ele ficou foi preocupado. Devia ter pensado que eu estava afônica por causa de mais uma barata invadindo a casa, ou que tinha me machucado sério por alguma coisa estúpida... sei lá! O fato é que ele foi ficando nervoso, com uma expressão de preocupação, me perguntando o que havia acontecido e eu ... NADA! O máximo que consegui, por um bom tempo (aqueles dois minutos que parecem uma eternidade) foi aquela cara de babaca...
Quando finalmente saí do meu estado de choque, disse: "Não consigo falar. Você vai ter que ver!" E ele (obviamente mais preocupado ainda:"Ver o quê!?" E, mais uma vez, tudo que fui capaz de fazer foi apontar para o resultado..
É claro que, quem não sabe o que procurar, não acha o que deve ser visto... E, até que ele descobrisse, em meio ao universo tão cotidiano, o que havia de diferente para "ver", passaram-se aí mais uns looooooooooooooooooongos 2 minutos intermináveis.

E aí foi a hora da revanche!
Também a fuga das palavras, a cara de bobo, a perda dos sentidos e da compreensão...

E depois de algumas vãs tentativas de entender com as palavras, naquele breve momento, TUDO que estava acontecendo...

O abraço...
as lágrimas que querem sair...
os beijos que não cabem em si...
e...
"Eu te amo muito, meu amor."

Um casamento globalizado

bem vindos familiares, amigos e desconhecidos.

este blog foi feito para ajudar os noivos mais imprevisíveis do planeta a realizar um casamento em outra cidade com apenas 2 meses de prazo para todos os preparativos.

pois é, aqui os nossos convidados e os penetras encontrarão(em breve) todas as informações relacionadas ao casamento, como: endereços, sugestões de pousadas, albergues, campings, listas de presentes, trajes sugeridos (qualquer um, desde que não sejam ternos e vestidos longos com brilhantes), links para sites relacionados como: de hotelaria, rodoviárias, etc...

esperamos que vocês acessem e comentem as postagens dando sugestões para a produtividade deste blog como ferramenta de compartilhamento de informações sobre o nosso casamento que, a propósito, será realizado no dia 19/12/09, na igreja Nossa Senhora dos Remédios, praia dos anjos - arraial do cabo.

esperamos todos aqui e lá.

Igreja Nossa Senhora dos Remédios



A igreja foi construída em 1506 pelos portugueses que chegaram em Arraial do Cabo em 1503 guiados por Américo Vespúcio, sendo ali realizada a primeira missa em um lugar fechado do Brasil. Não confundam com a primeira missa ao ar livre, que foi celebrada em Porto Seguro.



Construída em arquitetura rústica, a igreja é um monumento histórico brasileiro por ser uma das primeiras edificações do país e um símbolo do início da colonização dos portugueses no Brasil, que chegaram ao "Cabo Frio" em 1503, aportando na Praia dos Anjos (antiga Praia do Cabo da Rama), vindos da Bahia numa expedição de reconhecimento do litoral brasileiro.
Ali, na Praia dos Anjos ou Praia da Rama, como era conhecida antigamente, os portugueses ergueram, ainda em 1503 e no canto direito da praia, um obelisco com a cruz de malta e a data de chegada das naus lusitanas ao litoral sudeste do "Mundo Novo".
Em 1506 foi escolhida uma pequena elevação de terra, também no canto direito da praia, para a construção da capela que mais tarde daria origem à vila de Nossa Senhora dos Remédios.

Mapa

O trajeto do mapa abaixo é o caminho que leva os convidados, pela beira da Praia dos Anjos, da Igreja Nossa Senhora dos Remédios (A) até a Casa das Janelinhas Azuis (B)- que, para o caso de precisarem pedir informações, fica na rua da Casa do Navio.


Exibir mapa ampliado


Obs: Os noivos recomendam uma caminhada pela areia com os pés na espuma do mar.

Listas de Presentes

(é chegada a hora deste assunto tão "delicado")

É claro que o que mais nos interessa é a sua presença para comemorar conosco esta data especial...
Mas, por outro lado, precisamos fazer uma terrível confissão: a lista de presentes é motivo de bastante ansiedade e felicidade para os noivos (ahhh, esse mundo capitalista.... - não é ótimo?)

Lista 1: Tok & Stok
O convidado poderá acessar a nossa lista de presentes através do Site da Tok&Stok (é só clicar no link acima!) ou em qualquer loja da rede.

Lista 2: Americanas
Essa é uma lista informal de presentes muito variados. Clicando no link acima, o convidado será direcionado para a parte de "lista de casamento" no site da Americanas.com. Então, é só preencher os nossos nomes no campo destinado aos convidados e voilà!

Pousadas

Há muitas opções de pousadas na cidade que variam para os diversos tipos de "bolso".
Optamos por indicar aqui apenas as que estão localizadas nas proximidades do local da festa.

Praia dos Anjos:

Hotel Praia dos Anjos

Pousada Canto da Baleia

Pousada Recanto Verdes Mares

Pousada Capitão n'Areia

Pousada do Capitão

Hostel Marina dos Anjos

Pousada Paraíso do Atlântico
Tel: (22) 2622-4447
e-mail: paradiseatlantico@hotmail.com
End: Av. Roberto Silveira, 49 - Praia dos Anjos
Inf: Diárias a partir de R$ 115,00 (com possibilidade de desconto para grupos)

Praia Grande:

Como em Arraial do Cabo tudo é MUITO perto, mesmo a pé, resolvemos indicar também algumas pousadas que ficam no caminho entre a Casa das Janelinhas Azuis e a Praia Grande.

Pousada do Timoneiro

Pousada Genesis


Seja se hospedando em Arraial por apenas um dia ou no fim de semana inteiro, queremos que nossos convidados aproveitem a oportunidade para relaxar, passear e desfrutar as maravilhas deste lugar paradisíaco!!