Vamos continuar com o nosso blog!

Pois é:

"A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?"

Perguntamos com o mestre Drummond: E agora, o que fazer com este blog depois do casamento passado, abençoado, lavrado em cartório e totalmente consumado?

Resolvemos continuar aproveitando o espaço para partilhar com os amigos, que testemunharam e celebraram a nossa tão inesperada união, as andanças desta vida de casados...
Serão alegrias, inquietações, felicidades, angústias, momentos de paz, lamúrias... enfim: pequenas expressões do cotidiano de um casal apaixonado...

Numerologia (14/02/2012)


Recontando a nossa história:

4 anos de espera
1 mês e 1/2 de explosão (20/12/2008)
3 anos de casamento (14/02/2009)
2 anos de união abençoada(19/12/2009)
3 endereços para correspondência(20551-110 / 24435-610 / 24130-082)
2 gestações + 2 partos = 2 príncipes lindos (27/11/2010 e 06/12/2011)
Poucas brigas, algumas lágrimas e incontáveis sorrisos
1 família

Já perdemos a conta do número de pessoas que dizem que somos loucos....
Somos 2 loucos de amor 1 pelo outro!!!

Para você, o mundo!




Lembra quando a tua mãe te dizia: "Ah, minha filha, você só vai entender melhor as coisas da vida no dia em que for mãe"?
Era verdade: a sensação da maternidade talvez seja comparável a andar na maior montanha russa do planeta: alucinante, emocionante, extasiante e capaz de virar o seu mundo inteirinho de cabeça para baixo.

Eu, por exemplo, sempre me considerei uma pessoa extremamente moderna em relação às questões sexistas. Era do tipo chato, que discute (muito mais num monólogo do que como diálogo), em tom de voz exagerado, os direitos das mulheres contemporâneas. Defendia com unhas e dentes a dedicação à carreira antes da formação da família, a creche para as crianças para que a mãe pudesse trabalhar como antes, e até a inseminação artificial como um excelente modo de satisfazer o desejo de maternidade sem a necessidade de carregar o peso extra de um marido (eu sei que é estranho ler isso justamente neste blog... odeio admitir, mas é tudo verdade....)

Na iminência de voltar ao trabalho, lamento todos os dias por não ser uma daquelas mulheres "antiquadas" (e privilegiadas!) que  não precisam que seus bebês compreendam tão cedo que a distância dos que mais amamos é um dos elementos mais constantes na vida. Depois de completar o seu terceiro mês de vida, o meu pequeno príncipe precisa agora aprender (além de segurar a cabeça, controlar os membros e segurar objetos) a sentir saudade...

É claro que ainda adoro a profissão que escolhi (se não gostasse seria muito pior...) e ainda tenho planos de realização pessoal na minha carreira. Porém, tudo fica nebuloso ao pensar nos dias longe dele, nas horas ausente, em que ele pode estar aprendendo uma daquelas coisas básicas, pequenas e tão significativas (como sentar ou segurar a própria comida) e não serei eu quem vai presenciar a magia desses momentos...

Olhando para trás agora, a sensação é de que esses meses passaram voando! E continuo a me emocionar ao lembrar do dia em que ele lutou para vir ao mundo, me viu pela primeira vez e se acalmou com o meu aconchego, minha voz trêmula e meu olhar apaixonado...
Foram meses de transformações profundas em nossas vidas... tempo de recolhimento, dedicação, descobertas, conquistas, medos, alegrias,  sorrisos e lágrimas... tempo de total exclusividade para nos conhecermos melhor e aprendermos, principalmente, a confiar uns nos outros.

Muito em breve, o casulo irá se abrir...
Vamos, então, sair para um mundo completamente novo... confiantes de que nosso tempo de reclusão tenha sido suficiente para nos preparar pra o que está por vir...

Aconchego


(Mariana Nascimento)


Deixa eu te olhar, meu pequeno...
quero observar cada detalhe, cada pedacinho seu - que é também um pouco meu, um pouco dele, um tanto nosso...
deixa eu te contemplar na sua serenidade, tranquilidade e paz...

Daqui, de onde fico a te admirar, tenho a visão mais privilegiada da sua pequenez e magnitude.
Como essa explosão de vida cabe em tão singela beleza e alegria?
Como conter esse sublime amor que irradia de ti?

Guardas o sentido da vida e as respostas que um dia buscamos encontrar;
Em ti habita o divino, em toda sua pureza e perfeição imprecisa;
É a profundidade do teu olhar que nos leva a mergulhar na imensidão do céu... até encontrarmos finalmente a luz  que irá guiar nossos corações para a plenitude de um futuro muito mais feliz.

Na praia


Na noite anterior ao nosso casamento, em meio a toda confusão e preocupação com os últimos detalhes para o grande dia (acreditem: foram muitos afazeres até o último minuto antes da cerimônia), eu e Thiago conseguimos fugir do mundo e passar um breve momento a sós, exilados no paraíso das areias da Praia Grande sob o maravilhoso céu daquele 18 de dezembro de 2009.
Foram dois meses de muita correria e tribulações, num lidar diário com ocupações e problemas que tomavam todas as nossas conversas e nossa vida como casal. Até que um pouco antes do casamento, nessa belíssima noite agraciada pela perfeição da pintura celeste, conseguimos finalmente estar juntos... Sentados ali, naquele breve momento sozinhos, esquecidos do mundo, distantes de tudo, foi possível nos reencontrarmos... trocar votos profundos e verdadeiros... alcançar a força e a certeza do amor que sempre comandou a nossa união...
Foi lá que começamos a nos casar...

Ontem, depois de oito meses sendo massacrados pelas imposições práticas do cotidiano torturante e medíocre, em meio a toda turbulência dos momentos pré-parto, conseguimos mais uma vez nos encontrar na praia...
Numa quinta-feira de manhã, deixamos tudo de lado e fomos levar nosso bebê  para ouvir e sentir o mar pela primeira vez - ainda de dentro da barriga da mamãe..
Na brisa de uma bela manhã ensolarada, conseguimos, finalmente, relaxar, conversar, espantar medos e ansiedades, acolher expectativas... alcançar com plenitude a paz, a alegria e a serenidade.
Foi lá que nosso bebê começou a nascer ...

Ainda não sei  exatamente quando ele vai sair para o mundo... mas sinto que agora está muito perto...
Ele esperou o nosso momento, esperou estarmos genuinamente calmos, seguros, serenos, fortes e unidos. E agora é a nossa vez de aguardar a sua hora.

Quando estiver pronto, meu filho, pode vir  - que estamos te esperando.